sábado, 12 de setembro de 2015

poema de julho, em setembro

há uma semana,
nesses dias menos quentes, em que a duração das noites alonga, recebi
um dos prêmios mais luminosos
de poesia do mundo, minha sobrinha
de 16 anos, que vive no vale do capão,
disse que meu livro de poemas mora
em sua cabeceira, ao alcance
direto de seu coração
(e de suas amigas)
e me mostrou vários poemas
do livro fotografados
em seu celular, que ela leva
aonde quer que vá.
há uma semana,
nesses dias menos quentes, em que a duração das noites alonga, percebi
que já valeu escrever
(quase) tudo que escrevi