domingo, 12 de fevereiro de 2012

meu grito de carnaval

como sempre



a senhora reclama dos filhos, do marido e dos serviços da casa
o rapaz entorta a cabeça, olhos em brasa,
a olhar a bunda que passa, de uma qualquer sujeita...
na roda dos homens o sexo,
na das mulheres, a receita.
na boca de todos,
a vida alheia.

nesta ciranda besta,
presos nesta teia,
somos risíveis
e seguimos há milhares de anos,
completamente previsíveis!

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poesia eletrônica:
poema e voz_karina rabinovitz
desenho de som e edição_silvana rezende

prêmio roquette-pinto
promoção_arpub
apoio_ministério da cultura
patrocínio_petrobrás 

2 comentários:

Camila disse...

Que pouco a gente faz da gente, né?

Um beijo.

Anônimo disse...

Oi Karina,, compartilho deste grito!
Sempre que venho aqui levo algo importante comigo,
Obrigada pela sua poesia!