segunda-feira, 18 de julho de 2011

os muros

passeio rua afora
estão todos a construir,
tijolo por tijolo,
suor por suor,
novos muros.

quando deitam
à noite, a dormir
[todos]
não há que sonhem mais:
derrubar muros.

7 comentários:

Anônimo disse...

cada vez mais, acabamos chamando a atenção na tentativa de nos escondermos, proteção?... não.
e ao lado de fora dos muros, vidros e grades, crescem os esquecidos... os invisíveis que nos recusamos a abraçar.
Párabéns pelo seu trabalho que acompanho a distância.
Do seu amigo antigo.. Jorge.

Tatiane lima disse...

quero ser como você.

karina rabinovitz disse...

será que é jorge marcelo??
se sim, não nos vemos há uns 17 anos... eita! que boa chegada.


e tati, beijo!

Nilson disse...

Somos incongruentes, Karina. Ainda bem que existe a poesia - a sua tão leve em particular - pra voar sobre os muros!!

Anônimo disse...

Lindíssima poesia!

Anônimo disse...

em realidade já fazem 18 anos..abs.

JESSÉ BARBOSA disse...

a despojar a alma da cidade.

jessé barbosa de oliveira.