segunda-feira, 30 de maio de 2011

melancolia

ninguém nas ruas.

o som de um piano longe
numa vitrola velha.

cortinas verdes voando
pra fora de uma janela aberta.
[a cor do vento]

e eu,
esta rua deserta, por dentro.

5 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Ninguém a caminhar por suas ruas
nem o silêncio.

Anônimo disse...

caminhar
...cartografias sinestésicas.
beijos,patricia freitas.

karina rabinovitz disse...

este poema é muito "cartografia sinestésica"...
adorei!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

a rua que não se anda, a rua que dentro da gente faz do seu silêncio nosso Desassossego

Mônica Santana disse...

Inevitáveis identificações com ruas desertas e cor do vento.