segunda-feira, 6 de setembro de 2010

vôo nu













por volta de cinco da manhã,
finalmente descobrimos o amor,
que andava debaixo
dos lençóis azuis.


enquanto na cidade começava um dia,
o cheiro de café, a primeira luz,
dentro do quarto [de nós]
infinita hora.
sem medo de nada lá fora.


cedinho descobrimos o amor
e amanheceu, clareando o dia
num furacão.
eu te dei uma asa
você me deu uma asa.
voemos abrasadas, então!


ilustração_silvana rezende

5 comentários:

Nilson disse...

Muito! Adoro esse jeito cotidiano da sua poesia!

Edgar Borges disse...

Olá, karina!
faço parte do grupo do #versificados. Vi o teu comentário sobre intervenções e decidi te visitar.
Fiquei encantado com as imagens. Parabéns mesmo!
Gosto deste tipo de ação mas não tenho desenvolvido meu lado plástico.
te coloquei nos meus favoritos para visitar com mais calma depois.
abraços.
Se quiser>
www.edgarb.blogspot.com (MEU)
www.literaturacaimbe.blogspot.com (DE MEU COLETIVO)
inté.

Anônimo disse...

puxa... amanheci com a sua poesia, sem asas, mas com a vontade de uma, e de um vôo logo e longo...
a vizinha

karina.rabinovitz disse...

Edgar, bem vindo!
vizinha, que seja logo esse vôo longo! e lindo.

Gerana Damulakis disse...

E q título lindo!