terça-feira, 8 de junho de 2010

videopoesia



ser [nº1]





de mim
derramado mar imenso!
e eu, esse grão de areia.



vídeo_karina rabinovitz e silvana rezende
gravado em boipeba_ba

8 comentários:

Por que você faz poema? disse...

A onda do mar me carrega,
eu, grao de areia.

Kátia Borges disse...

Esse grãozinho de areia...

Jo disse...

lindo

Bete disse...

Karina e Sil,

Além do prazer da poesia e imagem bela, delicada e fote, assim como são vcs, poder ouvir o barulhinho do mar...

Bete Barbosa
aqui, do planalto central do pais

Anônimo disse...

Dupla querida,
Eu gostei muito desse trabalho! poesia na areia e no video. Eu, grão de areia também. Bjs.
Ex-vizinha

Alex disse...

Coisa mais linda. Qualquer coisa que eu disser, sobra. Beijo.
Alex

IÓ NA TERCEIRA IDADE disse...

Ganhei de minha amiga Dalva, um email com esse vídeo Sussurros. Gostei muito da criatividade como tb de todo o blog. Parabéns!
Um abraço
Iolanda

j maria castanho disse...

Décimo Cálice

O presente é uma esquina
Entre o passado e o amanhã
Que o Sol, raio a raio, ilumina
Treze ao todo, conforme Arina
Dita pela voz da Lua, sua irmã.

Aquela que a reflecte por alva luz
Nas tardes escuras, presas do breu
Pois assim nos ama e alivia a cruz
Pondo cada um mais perto do céu.

Se às mãos justapostas erguidas
Ou acenando A Deus os dedos abertos
Prometer compor das suas vidas
Os hinos de coro das vozes unidas
Com a clave dos solfejos despertos.

E dispersos no globo virtual
Que alinhava todo o mundo
Numa rede de ponto-cruz universal
Do tapete do voar profundo
Com que aquela Vénus digital
Fez do ser-se apenas animal
A janela do celestial vagabundo.

Argonauta dos nomes próprios
De Cronos recíproca profundidade
Sujeita alma a reduzidos aedos heterónimos
Da liberdade acesa Reia aspergindo sinais
Brilhos, cujos fátuos olhos são a verdade
Estrela dos teus por que nos vemos iguais.



Décimo Primeiro Cálice


Andam rosas autênticas sob o estampado de outras mais e-reais
Que umas sendo arte reproduzem aquelas originais primeiras
Não se sabendo agora reconhecer a autoria sufixa dada e às quais
Sim, quais foram e são as verdadeiras, se aquelas das roseiras
Ou estas @qui alvas subtis e glamorosas mais belas que as demais?


Mas se gerar confusão esse romance assim sumariado no viés alfim
Saiba-se então, que o soletrado afélio da rima é ainda mais para mim
Onde aquela cujo nome me cresce à prontidão e entendimento atendido
Se faz poema aceso-verso e sinal, estrofe de si a quadrar puro sentido
Como se fora a Aurora ao fim do dia ou Vénus a pôr-se no Nascente
Tudo trocado, nisto somado assente fica, que viver é bem mui pouco
Pois põe-me o sentido louco, se quem deveras amo está flor ausente.


Porém se caminha indica também caminho e é bússola desse raminho
Haste de folha verde que a sustém no carinho da esperança sinuosa
A subir amparada na roseira de asilo sem o espinho da rosa verdadeira
Que destino estampado na seda, algodão ou linho é a mais real maneira
De beber a fé primeira vestida de veludo nos lábios de pétala da rosa.