sábado, 3 de abril de 2010

nietzsche com filtro




















da vez primeira que me vi colorido,
quase não acreditei haver podido
transgredir tão facilmente
a regra básica de ter nascido gente,
com cor determinada.

me vi colorido, não só por fora,
mas a correr nas veias
e fiz faxina nas teias
do sem cor de minha demência.

meus olhos pintados [e além],
minha potência.



poema para postal de renatinho da silveira


9 comentários:

Edu O. disse...

Dá vontade de fumar sem filtro, sem nada

alexandre coutinho disse...

adorei. que lindo postal e poema.

Anônimo disse...

Que postal, Karina...!!! Cada coisa que descubro que me deixa mais fã :-). Bjs da sua "vizinha".

Ivan Maia de Mello disse...

Além da potência de pintar as cores do pensamento, Karina, você poetiza até postes das ruas e envia postais a todas as eras em que gente brilha, nesse planetemplo do céu de anil.

Gerana Damulakis disse...

Quanta falta vc faz com seus poemas. òtimo. E ficou um senhor postal.

remy disse...

Simplesmente Belo!

Cais da Língua disse...

olá! gostei muito do seu espaço, parabéns pelos poemas e iniciativas. Quando poder dá uma conferida nos meus tb
bjo

Bípede Falante disse...

Interessante o seu blog. Além da boa poesia, parece ser feito a máquina e não a computador. Adorei!

Álvaro Andrade disse...

muito bom, parabéns.
tinha visto no postal, mas não sabia que era daqui. na verdade, não conhecia aqui. agora que já sei, voltarei.

abs e até.