sexta-feira, 7 de agosto de 2009

amigos



eu quando adoeço

nunca sou sozinha.
meu cachorro, meu trevo
e o piano da vizinha,
muito apegados a mim,
adoecem também...

um vai e vem
de desesperança:
piano não toca, trevo amarelece
rabo não balança.
e eu deitada, doente,
me emociono
com a solidariedade
comovente
destes que me amam.


10 comentários:

Tulio Malaspina disse...

Gosto de pontuar as coisas que me mantem são.

cachorro, piano, trevo,
solidariedade é tarja preta!

caminhe...

Marlon Marcos disse...

Amo vc também , meu trevo mágico de poesia!

carmezim disse...

Ah...a sensibilidade nas pequenas coisas! Você é mestre nisso. Lindo, lindo, lindo!

Anônimo disse...

Puxa, vizinha, que lindo poema... quase que me atrevo a dizer, que lindo adoecer... I hope you feel better as I do after read it...

Edu O. disse...

menina, que coisa linda!! quando vi eu estava falando em voz alta. um louco dentro de casa, mas este poema me tomou

Camila disse...

Rábinas!

Acho que essa é a terceira vez que leio esse poema seu. Venho aqui e nunca comento... Sei lá... Acho que é porque ficava sem palavras...

AMEI DEMAIS!!!! Lindo, incrível, esplêndido.

Saudade da sua risada.

Beijos infinitos.

Kátia Borges disse...

Oi, gostei muito do poema.

Eu quando adoeço
nunca sou sozinha.
meu cachorro, meu trevo
e o piano da vizinha,
muito apegados a mim,
adoecem também...

um vai e vem
de desesperança:
piano não toca, trevo amarelece
rabo não balança.

Se terminasse aqui acho que ficaria ainda mais perfeito. O que acha? Só uma opinião, claro, de todo modo, é lindo. BJ

karina rabinovitz disse...

oi Katia,
gosto dessa troca! de um outro olhar sobre o mesmo e novas possibilidades!

não sei ainda o que prefiro sobre o poema, mas adoro este diálogo.
precisamos dele. se não nos cafés, aqui nos blogs!

obrigada. beijo.

Eliana Mara Chiossi disse...

Lindo, tudo, por aqui....


Beijos

aeronauta disse...

As duas versões são lindas: a sua e a de Kátia!