terça-feira, 28 de julho de 2009

vida azul


de beira de praia,

essa liberdade
permanece em mim,
quando eu,
na fila do banco
ou quando estanco
de cansaço e sofrimento.

esse vento, essa areia, esse mar,
dentro de mim,
aliviam o dia-a-dia
de trabalhar
e fazer dinheiro.

esse cheiro de maresia,
esse sol, esse corpo nu
estão em mim,
até o fim.

vida azul.


7 comentários:

Katia Borges disse...

Oi, Karina, valeu, lindo poema. Gosto especialmente do "quando eu, na fila do banco ou quando estanco de cansaço e sofrimento". Lindo!

Katia Borges disse...

Oi, Karina, valeu, lindo poema. Gosto especialmente do "quando eu, na fila do banco ou quando estanco de cansaço e sofrimento". Lindo!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

praia, liberdade e corpos boa combinação tudo em azul

Gerana Damulakis disse...

Acompanho Kátia, o toque do cotidiano mais trivial dentro do poema é seu momento maior. Muito bom!

Herculano Neto disse...

A vida deveria ser mais azul.

Anônimo disse...

Essa fila de banco coexistindo com o vasto mundo de fora. o tempo de ganhar dinheiro roçando na vontade plena do viver. a necessida prática subvertida em poesia. gosto muito.
sua vizinha.

karina rabinovitz disse...

vizinha,
esse seu comentário é quase uma poesia...
é uma poesia!