segunda-feira, 1 de junho de 2009

bota pra foder














quando abri a boca
e soltei o grito
percebi, pela primeira vez, que não era mudo
e tudo que havia dito até então:
escudo.
o grito era libertação.

arranhar minha garganta
até ficar rouco
porque o silêncio da passividade me espanta.
com um pouco mais de tempo
me aperfeiçoarei
e terei um grito melhor
mesmo que a esmagadora maioria
seja de surdos ao meu redor.


poema para postal de renatinho da silveira


2 comentários:

maria guimarães sampaio disse...

Grata por seu passeio lá no "continhos". Estou a passear por aqui, a curtir devagarinho a sua poesia.
Adorei os fragmentos nas ruas (fotos suas?)

karina rabinovitz disse...

que boa visita, Maria!
algumas fotos são minhas (dos fragmentos das ruas), mas como fazemos a ação em conjunto, todos fazem tudo.