sexta-feira, 17 de abril de 2009

jogador
















mata o sol no peito,
quase voando,

uma jogada de efeito

e sai driblando com a graça

de quem tem contornos próprios.

mata o fim de tarde no peito

e é se pôr em seu ópio.


a beleza
é sua delicadeza de tirar proveito

não do gol,

mas do vôo
de matar no peito;

de viver no peito

o sol luminoso.

sua beleza:

sua expressão de gozo.



poema para postal de renatinho da silveira

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