terça-feira, 17 de março de 2009

de se perder










costumávamos brincar de esconde-esconde
todas as tardinhas:
baús antigos, o quarto de Hilda,
debaixo dos lençóis, atrás do sol.
esconderijos...

brincamos tanto-tanto de esconde-esconde,

que de repente,
depois de um dia cheio de nuvens,
não nos encontramos
mais.
nunca mais.


ilustração_silvana rezende

8 comentários:

AMADORISMO disse...

Muito fofinho Karina, adorei.

Marlon Marcos disse...

Te amo com a raridade que perfila sua vida.

Carmezim disse...

E por detrás da fofura, escondida, a busca.

Edu O. disse...

vixe que este até doeu. o nunca mais me tocou forte. você ter me achado foi um achado para mim que jpa coloquei teu blog como um dos meus favoritos. obrigado

karina rabinovitz disse...

sempre nos achamos, Edu!
beijo

Tulio Malaspina disse...

Gosto particularmente desse, é um esconderijo com duas portas de saída.

A primeira e mais evidente é simples e fofinha.

A segunda é mais atrás do sol, onde ninguem pode ver, onde o simples dá lugar às nuvens e o fofinho ao nunca mais.

Anônimo disse...

super lindo!
beijo,
a doida do campo

Anônimo disse...

Esse tempo que escondeu pra sempre: é tempo. Eu gosto das imagens aí, porque repetem mesmo essa tão distante infância e uma nostalgia de não sei bem o quê me flagra... E o desenho é complemento de tanto ali desse tempo. Bjs as duas artistas.Milena.