quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

pra celebrar mais um fim e mais um início


o peixe tinha molho de manga e alcaparras,
só pra lembrar:
a vida são essas farras!
entre doce_salgado,
leve_pesado
amanhã_passado

e no meio do furacão de tudo,

entre manga e alcaparras,
sua risada. suas asas.

só pra lembrar:
a vida são essas pausas...


domingo, 29 de novembro de 2009

passeio de domingo


de mãos dadas com Hilda saí pra visitar você e eu, onde dorme nosso amor, entre
quatro, cinco ou mais paredes, azuis, verdes e transparentes.
não havia mais cupim na porta... e você e eu estávamos num abraço pra sempre de amor

fosforescente.
nossas risadas e nossos cheiros. e nossos sonhos! ali.
traguei tudo de uma vez e saí correndo para o sol.
com a gente dentro.
na saída parei na balaustrada de frente pra vida. enquanto Hilda sussurrava tantas
palavras desconhecidas, mas que diziam tudo.
bebemos, eu e você, goles de mar e eu te falei as palavras de Hilda.
não somos mais iguais a antes. agora fosforescentes e brilhantes.


domingo, 15 de novembro de 2009

fragmento 5

[viagem pelo interior]


via bifurcações e atalhos...
escala em ilusões.
bagagem: alhos e bugalhos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

videopoesia



às avessas

6˚ lugar_prêmio internacional
poesia ao vídeo_fliporto






poema_karina rabinovitz
música_quinteto da paraíba

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

prêmio poesia ao vídeo


3º prêmio internacional poesia ao vídeo
fliporto
[festa literária internacional de porto de galinhas]

entre as 69 edições classificadas
concorro com duas videopoesias:
1. às avessas
2. ode ao trevo



a votação on line acrescenta um percentual importante aos selecionados.


para votar, clique aqui !!!

domingo, 11 de outubro de 2009











depois daquele setembro,
todos os dias o mesmo ônibus,
destino:
Portão até Vida Nova.

um dia de relâmpago e trovão,
me deixei seguir viagem além.
saltei num ponto desconhecido
e avistei o Portão.

debaixo da chuva,
corri abri sem medo.
a Vida Nova veio, então!



ilustração_silvana rezende


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

rearrumação













minha geladeira,

resolvi colocar embaixo da amendoeira
do quintal do vizinho,
só pra mudar as coisas de lugar!

minha cama,
pus na beira do mar,
e meu sofá,
arrastei pra praça,
onde sento e como pipoca
e vejo tudo que passa.

meu armário, pintei de roxo
e deixei a porta bem aberta.
ele já não guarda mais nada.
liberta.
deixou de ser gaiola.

minha vitrola,
que se entrosa bem com o meu pufe,
está ao lado dele agora,
tocando músicas
no meio da avenida,
por entre os carros.


joguei, além, muita coisa fora:
roupas, papéis, talheres, divã...

esta manhã,
acordei cansada de tudo como está
e resolvi simplesmente,
mudar as coisas de lugar!



ilustração_silvana rezende

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

pra depois do fim


lista-poema

criação para a revista
Muito#77 (domingo_20.09),
inspirada na exposição "cuide de você" de Sophie Calle

























o vídeo:






a música:
ain't got no - i got life


exposição "cuide de você" de Sophie Calle
MAM_BA - Museu de Arte Moderna da Bahia
de 23/setembro a 22/novembro


terça-feira, 15 de setembro de 2009

meu primeiro



ele vinha pra dentro

e elas [ondas] por cima
de mim.
cheiro de jasmim
beira de praia
deitada
sem saia. nua.
pra que ele fosse o primeiro [o mar]
e descobrisse a lua,
o universo inteiro
de dentro de mim,
cheio de jasmim.

lambidas de sal,
um entra-e-sai...

carrossel, céu
azul luminoso,
sussurros.
areia molhada. gozo.

em meu ventre,
um filho dele vai chegar.
filho meu...
com o mar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

video[clip]poesia

de se perder



poema_karina rabinovitz (postado por aqui em março/09)

vídeo_silvana rezende
música_alex reece / quinteto da paraíba

domingo, 6 de setembro de 2009

vestido de poesia



trechos de meus poemas
em vestido de gil bastos vieira











detalhe_vida azul










detalhe_entardecer












detalhe_ser tudo agora







detalhe_reinventar caminho















exposição "vestidos cabeça_a roupa fala?"
de gil bastos vieira
no palacete das artes rodin bahia_salvador
agosto e setembro/09


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

fragmento 7




fui à janela, esta madrugada,
a tempo de ver setembro chegando,
num cavalo um tanto azul.
e vento e silêncio.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

fragmento 3 [livre arbítrio?]



, tanto lobisomem como demônio...

encravado nas pedras
engolidor de moedas.
amarrado ao pé de altares
cobrindo desejos com tarjas pretas,
pesares.
dia-a-dia infeliz.
carregando pastas de papéis e documentos.
o gole de veneno por um triz.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

florzinha do himalaia












quem será ela?
medos, será que tem?
fica mais bela com esse riso,
mas o que estará além
dele?
como chegar até ela?
onde estão seus cabelos, será que tem?
uma alma meio amarela por toda parte.

fico pensando se vem
me contar seu segredo.
talvez seja cedo.
não sei se convém.

o que pensar sobre ela?
que cheiro será que tem?
parece tão próxima assim diante de mim...
imagino se virá algum dia à minha praia.
seu olhar é tão distante,
[como o meu]
a catar flores no Himalaia.

ela sou eu.


postal de renatinho da silveira

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

amigos



eu quando adoeço

nunca sou sozinha.
meu cachorro, meu trevo
e o piano da vizinha,
muito apegados a mim,
adoecem também...

um vai e vem
de desesperança:
piano não toca, trevo amarelece
rabo não balança.
e eu deitada, doente,
me emociono
com a solidariedade
comovente
destes que me amam.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

vestidos cabeça_a roupa fala?

exposição de Gil Bastos Vieira



































meu poema da vida
acordar
dar
cor
a

vai estar por lá...

abertura
04/08_terça_19 as 22h
palacete das artes rodin bahia
exposição até 05/09


terça-feira, 28 de julho de 2009

vida azul


de beira de praia,

essa liberdade
permanece em mim,
quando eu,
na fila do banco
ou quando estanco
de cansaço e sofrimento.

esse vento, essa areia, esse mar,
dentro de mim,
aliviam o dia-a-dia
de trabalhar
e fazer dinheiro.

esse cheiro de maresia,
esse sol, esse corpo nu
estão em mim,
até o fim.

vida azul.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

redemoinho meio azul







para desenfileirar os dias,
passei sábado na frente da sexta.
e como não sou besta, nem nada,
depois da sexta deixei outro sábado...

e para desorganizar o horário,
depois do pôr-do-sol,
a tarde girou ao contrário,
até amanhecer [sem noite] e ser tarde de novo.

o povo, que seguia hipnotizado
pelo meio dos dias,
sacudiu a vida!

nova medida
de tempo espaço.
meio azul, redemoinho.

desenfileirar o passo.

reinventar caminho.


ilustração_silvana rezende

terça-feira, 7 de julho de 2009

do divã






















não canso de varrer limpar varrer
imagens de viés da infância.

mas minha lembrança esconde tudo

debaixo do tapete.


fotos_karina rabinovitz


terça-feira, 30 de junho de 2009

fragmentos [do tempo]


1.
as horas
pulando para fora
dos relógios, livres,
anunciando nãotempo.


2.
...
essa brincadeira de roda
que é o tempo,


3.
reescreve o já escrito.
pega a esquerda,
depois da aurora,
acha outro labirinto.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

do poema se fez música!


simples


poema/letra_karina rabinovitz
música/instrumentos/voz_emerson ac
ilustração/animação_silvana rezende



terça-feira, 16 de junho de 2009

enquanto isso nos pontos de ônibus...


poesia espalhada diaadia














...














aos sussurros














onde está a caixinha?










































cadê?










a caixinha










o conteúdo




idealização da instalação_silvana rezende
fragmentos de poemas_karina rabinovitz
fotos_ana dumas




domingo, 14 de junho de 2009

Muito #63







ocupação poética
orelha [pg. 40]




















Toda forma de poesia vale a pena para esta poeta e roteirista de cinema e TV que propõe a ocupação poética da cidade. Pouco mais de 30 anos, um livro lançado, ela vai conquistanto leitores em seu blog, sussurros.


texto_Kátia Borges
foto_Rejane Carneiro


... a entrevista tá lá na Muito de hoje.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

poema em exposição








enfeitei o poeminha com a balaustrada
e derramei, por detrás, o mar.
















guardei tudo num pote
pra todo dia eu olhar

















agora ele está em exposição:
doce de santo

e meu doce é vida poesia mar.
















doce viver no mar...


poema "da vida"_karina rabinovitz
exposição_doce de santo
coletivo de artistas
curadoria_luiz cláudio campos e josé henrique barreto
na galeria acbeu, corredor da vitória, salvador
até 20/junho

segunda-feira, 1 de junho de 2009

bota pra foder














quando abri a boca
e soltei o grito
percebi, pela primeira vez, que não era mudo
e tudo que havia dito até então:
escudo.
o grito era libertação.

arranhar minha garganta
até ficar rouco
porque o silêncio da passividade me espanta.
com um pouco mais de tempo
me aperfeiçoarei
e terei um grito melhor
mesmo que a esmagadora maioria
seja de surdos ao meu redor.


poema para postal de renatinho da silveira


segunda-feira, 25 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

simples




pra Lilla!



queria a vida
este momento paralisado
pra sempre!


entre montanhas, este entardecer.

esta menina me mostrando
que está aprendendo a escrever.

esta ausência de luz elétrica.

esta música: cais.

este cheiro de café.


isso basta.
que mais se quer?
nesse mercado doido
dessa vida vasta
muito tempo se gasta no que não é...


ilustração_silvana rezende

domingo, 10 de maio de 2009

do invisível


no céu dessa tarde quente,
estrelas existem. presente.
ninguém vê.

no fundo do meu peito quente,
amor existe. presente.
ninguém vê.


domingo, 3 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

conselho

não adianta, moça,
ficar assim tão cabisbaixa,
cultivar pensamentos tão esquisitos,
cada hora uma dor
e uma culpa e um medo;
a vida são mesmo esses conflitos.
deixe o ego e o drama de lado,
não estacione nas caretas.
o mundo é dos elefantes
e das borboletas.



ilustração_silvana rezende

quarta-feira, 22 de abril de 2009

a vida não tem ensaio



deixou um all star

no meio do caminho. trocou por um par de sonhos
pra mudar o rumo.

cansou de pisar em ovos!
andou, milhas e milhas
sem os pés no chão. um vôo de sapatos novos.

refez suas trilhas.



poema meu na instalação Calçandosonhoscomospésnochão,
da exposição Panorama a vida não tem ensaio, de Gil Bastos Vieira.
no Goethe Institut - ICBA, até final de maio.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

jogador
















mata o sol no peito,
quase voando,

uma jogada de efeito

e sai driblando com a graça

de quem tem contornos próprios.

mata o fim de tarde no peito

e é se pôr em seu ópio.


a beleza
é sua delicadeza de tirar proveito

não do gol,

mas do vôo
de matar no peito;

de viver no peito

o sol luminoso.

sua beleza:

sua expressão de gozo.



poema para postal de renatinho da silveira

domingo, 12 de abril de 2009

lições do Gerúndio


se engana quem quiser,

quando se põe a pensar
que é alguma coisa.
eu, por minha vez,
escolho como abrigo
os braços do seu Gerúndio,
no tempo do sendo.

é – mais seguro,
sendo – mais sábio.

vendo minhas relíquias de pensamento
e meu baú de vícios,
acomodação do que sou,
e compro um vestido novo,
amarelo,
pra combinar com o sol
que anda fazendo.

amanhã pode até chover,
mas eu não serei, nem sou,

eu sendo.

domingo, 5 de abril de 2009

videopoesia

do demaquilante




...
e a vida seja um caminho
de cara limpa!
longe a mentira
e seus tentáculos.
máscaras, mesmo,
só nos espetáculos.


poema_karina rabinovitz
edição_silvana rezende

sexta-feira, 27 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

da busca


ah, acerola,

meu tomatinho...
com que delicadeza te cato,
no meio dessa enorme feira,
dentro desse mundaréu perigoso e imenso,
só pra te ter
dentro de mim.


terça-feira, 17 de março de 2009

de se perder










costumávamos brincar de esconde-esconde
todas as tardinhas:
baús antigos, o quarto de Hilda,
debaixo dos lençóis, atrás do sol.
esconderijos...

brincamos tanto-tanto de esconde-esconde,

que de repente,
depois de um dia cheio de nuvens,
não nos encontramos
mais.
nunca mais.


ilustração_silvana rezende

terça-feira, 10 de março de 2009

ode ao trevo











eu,
quando tiro as folhas secas

do meu trevo,

limpando-o,
é, no fundo, de mim que as arranco

e me atrevo

a nascer de novo.

domingo, 8 de março de 2009

liberdade_microdramas





liberdade_roteiro premiado no microdramas_dramaturgia no break:
concurso de roteiros de 1 minuto e meio promovido pela TV Bahia e TV Educativa


roteiro_karina rabinovitz

direção_luiz marfuz e lula oliveira
atores_fernando filho e fernando santana

domingo, 1 de março de 2009

liberdade







você pode estar preso 
entre quatro paredes
mas no pensamento,
pode voar!

você pode estar preso
entre quatro paredes
mas no pensamento,
ser o meio do mar!






domingo, 15 de fevereiro de 2009

as nuvens da alma


passeio sem dono
pelas nuvens da alma,
um pé sem chão,
acalma por ter céu pra caminhar.

um pouco de sono,
numa manhã sem rumo,
sumo pelo espaço, viro assombração,
com meu tênis luminoso de cadarços de cometa,
antes que cometa o erro
de viver preso ao chão.


poema para o postal de renatinho da silveira

domingo, 8 de fevereiro de 2009

curriculo


meu nome
eu mesma.
meu endereço em mim.

meu cadastro de pessoa física
este corpo,
que dentro é céu e é jardim.

meu registro geral
não foi registrado

e desde meu nascimento,
numa quarta-feira de cinzas,
nutro certo encantamento,
por tudo que não é numerado.

meu telefone
anda ocupado,

uma família de pássaros fez um ninho
bem no fio da minha linha
desde então, ali só se aninha
o canto de uma mãe que espera.
pra falar comigo,
só mesmo depois da primavera,
quando do nascimento do novo passarinho.

minha formação profissional

segue um caminho
amador.
insisto no amor.

minhas atividades atuais:

pensar na vida
e uma corrida sem fim à beira-mar...
encontrar saídas e
encontrar entradas,
para essa vontade desmedida
de viver, de amar.

por fim,
minhas referências pessoais,

é melhor que eu não diga
ou que você pergunte a ninguém...
elas serão sempre mais.

mais verdadeiro

é que você descubra,
na convivência comigo,
meu tempero,
minha loucura,
minha ternura,
meu desassossego...

então?
é meu, o emprego?